Universidade Federal de Uberlândia: Engenheiro da UFU adapta joystick de cadeiras de rodas e facilita vida de pacientes

Cadeiras de roda, para quem não tem os movimentos das pernas, é uma das maiores formas de autonomia. Entretanto, há vários tipos de afetação do sistema nervoso, que acabam impedindo que o paciente tenha, inclusive, possibilidade, ou facilidade de manobrar a cadeira com as mãos.

Por exemplo, um portador de tetraplegia, precisa de adaptações para usar a ferramenta de locomoção. É aí que o engenheiro mecânico formado na USP, mas especializado na UFU decidiu desenvolver um projeto para facilitar a vida dessas pessoas que não podem manipular o joystick da cadeira.

Thiago Sá de Paiva, trabalhou em um projeto para adaptar para esses portadores de necessidades especiais, uma possibilidade de locomoção. E então surgiu a adaptação do Joystick para as cadeiras de roda.

A parceria com o orientador Eduardo Lázaro Martins Naves, da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt/UFU), e o interesse por robótica e saúde resultaram em um protótipo que pode ser anexado ao joystick das cadeiras de rodas. Ele desenvolveu o trabalho durante seu mestrado.

Exemplo de cadeira motorizada com joystick (Sem a adaptação do artigo)

Exemplo de cadeira motorizada com joystick (Sem a adaptação do artigo)

Engenheiro da UFU ajuda portadores de necessidades especiais

O dispositivo vai funcionar por meio de movimentos oculares e da cabeça, tirando assim, a necessidade de movimentos manuais. Apesar da tecnologia ser conhecida, a tecnologia é cara e por isso, o diferencial do trabalho, segundo o próprio, é transformar essa função em uma ferramenta complementar.

O engenheiro explica que, o mercado possui alternativas muito caras para esta possibilidade e que, a partir do seu trabalho, a ideia é tornar a facilidade um pouco mais acessível. Paiva explicou que tem sorte por conta de já ter comprado os equipamentos antes da pandemia.

Ele também explicou que também participa de grupos que estudam e executam impressão em 3D e, em seu caso, trabalhos com protetores faciais, que viraram importantes ferramentas para evitar o contágio do novo Coronavírus. O protótipo, até então custou R$ 700,00.

Fonte: site da Universidade Federal de Uberlândia, – UFU

 

Redação

Pós graduado em jornalismo tenho mais de 5 mil artigos publicados na internet. Experiência em vários sites de notícias brasileiros. Morador de Formosa/GO, decidi criar o F7 para retratar a verdade nua e crua da cidade. Contato: hugo.reis@f7news.com.br

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